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Caetano Veloso (Caetano Emanuel Viana Teles Veloso)
Nascido em Santo Amaro da Purificação (BA) em 7 de agosto de 1942


Nascido na Bahia, é o quinto filho de José Teles Veloso (Seu Zezinho), funcionário público dos Correios falecido em 13 de dezembro de 1983 aos 82 anos, e Claudionor Viana Teles Veloso a Dona Canô.

Ele escolheu o nome da irmã, inspirado em uma canção famosa da época (18 de junho de 1946) na voz do cantor Nélson Gonçalves, “Maria Bethânia”, do compositor Capiba. A irmã tornou-se uma das maiores intérpretes da história da música brasileira e Caetano tornou-se tão reconhecido quanto a irmã, como um dos grandes cantores e compositores, respeitado e ouvido pela mídia e pela crítica especializada.

Mudou-se em 1960, para Salvador, onde aprendeu a tocar violão. Além disso, apresentou-se em bares e casas noturnas de espetáculos.

Iniciou a carreira interpretando canções de bossa nova. Recebendo a influência de João Gilberto, um dos ícones e fundadores do movimento, em seguida ajudou a criar um estilo musical que ficou conhecido como MPB (música popular brasileira), deslocando a melodia pop na direção de um ativismo político e de conscientização social.

O nome ficou então associado ao movimento hippie do final dos anos 60 e às canções do movimento da Tropicália. Trabalhou como crítico cinematográfico (no jornal Diário de notícias), dirigida pelo diretor e conterrâneo Glauber Rocha. Participou na juventude de espetáculos semi-amadores ao lado de Tom Zé, a irmã Maria Bethânia e o parceiro Gilberto Gil.

O primeiro trabalho musical foi uma trilha sonora para a peça teatral Boca de ouro, do escritor Nelson Rodrigues, do qual Bethânia participou, e também escreveu a trilha da peça A exceção e a regra, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, na mesma época em que ingressou na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia. Ambos dirigidos por Álvaro Guimarães.

Lançado no cenário musical nacional pela irmã, Maria Bethânia, que gravou uma canção da autoria no primeiro disco, Sol Negro, um dueto com Gal Costa, as cantoras que mais gravaram músicas da autoria. Em 1965, lançou o primeiro compacto, com as canções “Cavaleiro” e “Samba em paz”, ambas de sua autoria, pela RCA, que posteriormente transformou-se em BMG (atualmente Sony BMG). O primeiro LP gravado, em parceria com Gal Costa, foi Domingo (1967) - produzido por Dori Caymmi, foi lançado pela gravadora Philips, que posteriormente transformou-se em Polygram (atualmente Universal Music), por onde lançaria quase todos os seus discos. O disco tem uma sonoridade totalmente bossa novista, e a ele pertence o primeiro êxito popular da carreira, a canção “Coração vagabundo”. Mesmo não tendo sido um sucesso, garantiu um bom reconhecimento à dupla e foi muito aclamado pelo meio musical da época, como Elis Regina, Wanda Sá, o próprio Dori Caymmi e Edu Lobo, marcando a estréia de ambos nessa gravadora, a convite do então diretor artístico João Araújo.

Nesse mesmo ano, a canção “Alegria, alegria”, que fez parte do repertório do primeiro LP individual, Caetano Veloso (janeiro de 1968, que trouxe canções como “Alegria alegria”, “No dia em que vim-me embora”, “Tropicália”, “Soy loco por ti América” e “Superbacana”) e também lançada em compacto simples, ao som de guitarras elétricas do grupo argentino Beat Boys, enlouqueceu o terceiro Festival de Música Popular Brasileira (TV Record, outubro de 1967), juntamente com Gilberto Gil, que interpretou “Domingo no parque”, classificadas respectivamente em quarto e segundo lugar. Era o início do Tropicalismo, movimento este que representou uma grande efervescência na MPB.

Este marco foi realizado pelo lançamento do álbum Tropicália ou Panis et Circensis (julho de 1968), disco coletivo que contou com as participações de outros nomes consagrados do movimento, como Nara Leão, Torquato Neto, Rogério Duprat, Capinam, Tom Zé, Gil e Gal. Ficou associada a este contexto a canção “É proibido proibir”, da sua autoria, que ocasionou um dos muitos episódios antológicos da eliminatória do 3o Festival Internacional da Canção (TV Globo), no Teatro da Universidade Católica em 1968. Vestido com roupa de plástico, ele lança de improviso um histórico discurso contra a platéia e o júri. “Vocês não estão entendendo nada!”, grita. A canção é desclassificada, mas também foi lançada em compacto simples. Em novembro, Gal defende sua canção “Divino maravilhoso”, parceria sua com Gil, no mesmo musical onde participou defendendo a canção “Queremos guerra” (de Jorge Benjor). Caetano lançou um compacto duplo que continha a gravação do samba “A voz do morto” que foi censurado, com isso o LP foi recolhido das lojas.

Cartano sempre demonstrou uma posição política ativa e esquerdista, ganhando por isso a inimizade do Regime Militar instituído no Brasil em 1964 e cujos governos perduraram até 1985. Por esse motivo, as canções foram freqüentemente censuradas neste período, e algumas até banidas. Em 27 de dezembro de 1968, Veloso e o parceiro Gilberto Gil foram presos, acusados de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira brasileira. São levados para o quartel do Exército de Marechal Deodoro, no Rio, e têm suas cabeças raspadas.

Ambos foram soltos em 19 de fevereiro de 1969, Quarta-Feira de Cinzas, e seguem para Salvador, onde têm de se manter em regime de confinamento, sem aparecer nem dar declarações em público. Em julho de 1969, após dois shows de despedida no Teatro Castro Alves, nos dias 20 e 21, Caetano e Gil partem com suas mulheres, respectivamente as irmãs Dedé e Sandra Gadelha, para o exílio na Inglaterra. O espetáculo, precariamente gravado, se transformará no disco Barra 69, de três anos mais tarde.

Antes de partir para o exílio, em abril e maio de 1969, Caetano gravou as bases de voz e violão do próximo disco, Caetano Veloso que são mandadas para São Paulo, onde o maestro Rogério Duprat fará os arranjos e dirigirá as gravações do disco, lançado em agosto - um dos únicos que não traz uma foto sua na capa.

Em janeiro de 1972, Caetano Veloso retorna definitivamente ao Brasil, após ver visitado o país em agosto de 1971, onde participou de um encontro histórico, ao lado de João Gilberto e Gal Costa, realizado pela extinta TV Tupi.

Ao lado dos colegas Gilberto Gil e Gal Costa, lançou o disco Doces Bárbaros, do grupo batizado com o mesmo nome e idealizado pela irmã Maria Bethânia, que era um dos vocais da banda. O disco é considerado uma obra-prima; apesar disso, curiosamente na época do lançamento (1976) foi duramente criticado.

Em 1981, o disco Outras Palavras atinge a marca de cem mil cópias vendidas, tornando-se o maior sucesso da carreira até então e lhe garantiu o primeiro Disco de Ouro. A vendagem deste disco foi impulsionada pelos sucessos “Lua e estrela” e “Rapte-me camaleoa”, esta última composta em homenagem à atriz Regina Casé. Neste disco também homenageou a também atriz Vera Zimmerman, com a canção “Vera gata”.

Em 2004, foi considerado um dos mais respeitados e produtivos pop stars latino-americanos no mundo, com mais de cinqüenta álbuns lançados, incluindo canções em trilhas sonoras de longa-metragens como Hable con ella, de Pedro Almodóvar e Frida uma biografia da pintora mexicana.

Em 2003, lançou o primeiro DVD-áudio, Muito Mais, que foi bônus da caixa Todo Caetano, em comemoração aos trinta e cinco anos de carreira (foi lançada originalmente em 1996, com trinta álbuns), e cujo repertório apresenta canções consagradas do artista escolhidas pelos fãs através da Internet. Em 2007, a Universal Music lançou Quarenta Anos Caetanos, caixa dividida em quatro partes, contendo toda a discografia oficial, em comemoração aos quarenta anos de parceria entre Caetano e a gravadora.

Caetano casou-se duas vezes: a primeira em 21 de novembro de 1967 com Andréa Gadelha, a Dedé, com quem teve o primeiro filho, também músico, Moreno, em 22 de novembro de 1972. Dedé é irmã de Sandra Gadelha, ex-mulher de Gilberto Gil. Caetano e Dedé separaram-se em 1983. Em 1986 Caetano casou-se com a atriz e produtora cultural Paula Lavigne, com quem teve dois filhos, Zeca e Tom, e de quem separou-se em 2004.
Referência: Wikipédia

Site oficial: www.caetanoveloso.com.br

Discografia
Domingo (1967) - com Gal Costa
Caetano Veloso (1968)
Caetano Veloso (1969)
Barra 69 - Caetano e Gil ao Vivo (1969)
Caetano Veloso (1971)
Transa (1972)
Caetano e Chico Juntos ao Vivo (1972)
Araçá Azul (1972)
Temporada de Verão ao Vivo na Bahia (1974)
Jóia (1975)
Qualquer Coisa (1975)
Doces Bárbaros (1976)
Bicho 1977 (1977)
Muitos Carnavais (1977)
Muito - Dentro da Estrela Azulada (1978)
Maria Bethânia e Caetano Veloso ao Vivo (1978)
Cinema Transcendental (1979)
Outras Palavras (1981)
Brasil (1981)
Cores, Nomes (1982)
Uns (1983)
Velô (1984)
Totalmente Demais (1986)
Caetano Veloso (1986)
Caetano Veloso (1987)
Caetanear (1989)
Estrangeiro (1989)
Sem Lenço, Sem Documento (1990)
Circuladô (1991)
Circuladô ao Vivo (1992)
Tropicália 2 (1993)
Fina Estampa (1994)
Fina Estampa ao Vivo (1994)
Tieta do Agreste (1996)
Livro (1997)
Prenda Minha (1999)
Omaggio a Federico e Giulieta ao Vivo (1999)
Noites do Norte (2000)
Noites do Norte ao Vivo (2001)
Eu Não Peço Desculpa (2002)
Todo Caetano (caixa com 40 CDs) (2002)
A Foreign Sound (2004)
Ongotô (2005)
Cê (2006)
Cê ao vivo (2007)

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